


Não importa o que você faça na passagem do ano, se empanturre de comida programando o próximo regime, bebe prometendo parar, opta pelo silêncio em sinal de protesto a alguma coisa; se está na praia de Copacabana ou em uma praça qualquer observando os fogos. Passagem envolve ritos, que podem variar de uma exagerada cerimônia a uma folha de arruda na orelha... Ah! Não se esqueça das lentilhas!
Os ritos inconscientes promovidos no Ano Novo trazem ao brasileiro uma esperaça estranha de renascimento, mudança e transformação. A magia do "poder fechar os olhos" e visar novas metas, promessas e pedidos, começa a ser redundante quando dia 31 de dezembro sempre está lá o pagador de promessas proferindo sua lista de desejos para o novo ano, ou seria o pagador de língua?! Não sou contra promessas e muito menos novas metas, o que seria do homem se ele não pudesse crer em si mesmo? Um desastre. Então se o grande problema é a auto-confiança, por que não atribuir crenças as coisas? Roupa branca, calcinha amarela, nota de um dollar na carteira e lentinha!!! (Ops! De novo).
Não importa agora, toda cerimônia da passagem de ano sendo igual, diferente, especial e indiferente vem com grandes sonhos ou uma maldita ressaca que só daqui um ano para esquecer e repetir a bobeira.
O que restou de 2007 são as lembraças, fotos, as cicatrizes, agendas e cadernos revirados e as contas do cartão de crédito, sim, as contas... Já estava esquecendo? Desculpa por lembrar!
Enfim, já é tarde demais para se falar de 2007, o modo mais rápido para aderir e finalizar o rito da passagem é acordar tarde, descobrir que não precisa trabalhar no dia, comer o resto da ceia e se sentir capaz. Porque amanha... Bem, porque amanha a feira continua.