


Um dia comum e a vida parada, ouvi vozes de meninos e meninas subindo o morro e gritando! Lá embaixo esta agora uma massa inerte ensopada com sangue e dor. Seria uma menina ou um menino? Estatística ou realidade? Os assassinos: policias ou traficantes? E sua platéia: parentes ou mídia?
O espanto passou e agora não tem preconceito. O jornal já vendeu, a televisão esgotou o assunto e caiu no gosto das novelas onde se tornou corriqueiro. Ai meu País, não seja tão complacente com suas crianças quando educa-las, pois precisão saber que há regras e leis num lugar tão sem dono como esse.
Se há esperança? Sempre houve, ela ecoa nos morros, nos bairros e condôminos. Ninguém lembra que as bombas não têm nome e o fogo é cego. Acerta eu, você e a bandeira canarinho. E sempre tem alguém filmando e milhares assistindo boquiabertos até o horário do comercial.
Não estou triste! Não espero nada de um povo sem memória e sonhador. Sonham em libertar o mundo e matar o capitalismo com as armas que ele oferece. Cansei de ouvir a frase: “Os fins justifica os meios”, na boca de um socialista em busca da liberdade e manipulador de estudantes.
E amanha será um novo dia, com outras notícias e manchetes.