O filho pródigo
Admito ser o perdão algo difícil de praticar e para os orgulhosos de plantão pedir. Não sou diferente dessa grande maioria de orgulhosos. Parece que a gente estufa o peito e ignora tudo. Passa por cima dos outros e de nós mesmos. E a vida passa...
E como uma legítima Finzinho de Feira, sempre estou tentando sair da condição de último, se você me entende. Estudar, concurso, jogar na loteria, vender livros usados, economizar moedas de um centavo até completar um real... e milhares de coisa para não se sentir tão fim.
Triste é não perceber o que deixo de fazer para tentar mudar. Sem ver, ou simplesmente não importando, deixo amigos, vendo os meus amados livros, acredito na sorte e desfaço da minha coleção de moeda de um centavo.
Não gosto da estagnação, já basta o meu país ser assim, não sou tão patriota a esse ponto. Sou a favor do crescimento, das mudanças quando necessárias, da curiosidade na vida... mas sem deixar as coisas boas para traz, e sim somente abandonar as ruins.
Teimo em deixar as boas para conseguir outras ‘melhores’. Descobri que não funciona assim. A vida é um amontoado de coisas, muitas vezes desordenadas, e compensa continuar guardando as que a gente mais gosta.
O Finzinho de Feira é uma criação de muitos ganhos pessoas. Aqui me senti incentivada, capaz, amiga, ouvinte e falante. Sou eu em cada texto com um pouco de cada coisinha amontoada na minha vida... amigos, inimigos, livros, azar, sorte, mundo.
Fico feliz por todo apoio que me deram para não fechar o Finzinho de Feira, pois descobri que gosto muito dele e do que sou nele. Seria injusto comigo mesmo abandonar algo que me faz tão feliz e alegra a muitos.
Obrigada pelas visitas, pelo apoio e paciência.
Escrito por Suzane Ferreira às 22h53
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