Prometo, vou estudar para a prova! (Parte II)
A noite de pré-dia de prova sempre é profunda, aconchegante, eterna. Pensando bem... Eterna até de mais. E por precaução lá vai a consciência cortar o descanso do corpo todo dolorido, por ter deitado de mau jeito quando estava lendo o livro. Ou pelo menos os três parágrafos!

Agora não importa muito. A quantidade de leitura não alivia o frio na barriga e a vontade de chegar logo no matadouro. Vai ao banheiro... Olha no espelho... Lembra da promessa! Questiona para que passar sempre por isso? E crê, não! Tem fé, que se estudasse seria uma pessoa muito inteligente.

A imagem no espelho corresponde com um sorriso malandro. E os olhos ainda inchados, piscam freneticamente para vê se há mesmo uma possibilidade de mudança. Ah! Deixa para lá! Para essa prova, já é tarde. Veste a roupa, pega a caneta e... E por que não levar o livro? Talvez dê uma olhadinha!

Sai de casa com o livro aberto. Relembra a promessa e repete no seu íntimo, tentando convencer a si mesmo: “Melhor tarde do que nunca!” Já esta na segunda página e o ônibus não chega... As horas não passam. Continua a ler. Opa! Terminou o capítulo e o ônibus começa a entrar no campus da faculdade.

Uma esperança rompe no peito. Só faltam três páginas, e meia hora para prova. Senta na lanchonete e continua. Pronto agora sim, está tudo perfeito! O conteúdo está lido e incrivelmente entendido!!!! Sim! E se soubesse da sua facilidade, tinha estudado ontem, sem nenhum problema!

Feliz e sem dúvidas vigentes, ri da situação do dia anterior. Tanto drama para nada! Fácil, fácil! Corre para sala! Cadê o professor? Está todo mundo sentado, fazendo a prova... E com o livro aberto! Oh! Não! Prova de consulta. E o Mala do professor nem veio aplicar, mandou através de um aluno.

Começa a rir sozinho. Sofreu tanto... Chegou até estudar para isso! Uma prova de consulta! Não importa. Agora, tirar uma nota boa, é honra! Lê a prova! A ironia não acaba. O professor deu questões extras. Isso é, a prova vale mais do que 10! Sem consultar o livro, confiante e orgulhoso por ter entendido o conteúdo, faz o teste valendo 12.

Pronto! Sai satisfeito, como se tivesse comprido uma grande tarefa. O 10 é uma questão de tempo para vê-lo estampado na orelha da folha. A sorte não somente sorriu... Deu uma chance para essa vida sofrida de prova e mais provas. Agora é só esperar o resultado, o qual não tem dúvida nenhum... É nota máxima!

Continua...
    
Escrito por Suzane Ferreira às 19h42
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Prometo, vou estudar para a prova!

 

Passou uma semana inteira e nada de estudar para a prova. O bom mesmo é um dia antes. Quem nunca formulou listas e mais listas de justificativa do benefício do estudo pré-dia da prova. A matéria fica fresquinha na cabeça, a pressão ajuda entender melhor, não importa qual seja o argumento. Pode fazer promessa para tudo quando é coisa, acaba estudando um dia antes da prova.

 

Acorda, bem disposto! Olha para o livro e pensa em comer. É café da manha, lanche antes do almoço, milhares de copos d’água... Não para sentado nenhum minuto. Relembra da prova! Bate um friozinho na espinha ao ver o livro abandonado em cima da mesa. Já convencido da necessidade, aproxima do livro, lê a primeira frase... Ops! Hora do almoço.

 

Come devagar... Procura assunto com quem esta na mesa. Faz de tudo para evitar o encontro com o livro. Brinca com o cachorro, abre a geladeira para pensar, conversa sozinho, inventa coisa nova para fazer. Tudo é válido! O objetivo agora é esquecer a bendita da prova.

 

Fica louco! Começa a tremer, suar, a ansiedade devora o seu raciocínio. Decide tomar banho. E o livro... Bem esse está por ai! Começa a se coçar todo! Aff! Urticária! Toma outro banho. Eita vidinha mais Finzinho de Feira!! É só pegar o maldito do livro e ler! Entende isso, só que o corpo não obedece.

 

Há uma luta incessante da mente com o corpo provocando câimbras na consciência. O pior é a nota. Está pendurado na matéria. Não tem jeito! Levanta da mesa, onde já comeu quase toda dispensa. Cria coragem. E com passos firmes enfrenta o livro. Deita na cama...  Lê três parágrafos... E pega no sono.

 

Continua...

Escrito por Suzane Ferreira às 17h55
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Você já sabia a resposta, ne?

 

Uma criança na maravilhosa idade do “O que é isso?” faz um adulto questionar até mesmo o por quê da cor vermelha do botão desligue de quase todos os controles remotos e outros eletrônicos. Faz com que um adulto repare na forma engraçada dos outros andarem, falarem... Ser.

 

E quando não são coisas, objeto de dúvida!! Aquele ser tão pequeno, já esta tentando traçar diálogos sobre algo além do físico. O que é infinito? O que é tudo? O que é Nada? E lá vai o aliviador de questionamentos infantis. O infinito é algo bem grande, igual o espaço. O tudo é somar todas as coisas nesse espaço. E o Nada é... é... é o contrário do tudo.

 

A criança maravilhada sorri. Sente possuir todos os brinquedos do infinito somado com o Nada igual o Tudo. Esta completa. Já o adulto, ainda esta pensando o que é o Nada! Compara com o Zero da prova na época da escola. Os foras de todos os meninos do quarteirão. Uma caixa vazia. O gosto do sanduíche do Mc Donald*. O escuro. O gosto da água. ...

 

O pensamento, antes somente no nada de coisa alguma, corre, anda e produz um tudo, a qual não leva a lugar nenhum. Não importa, a pergunta do curioso esta sanada e para que ficar questionando o que nem é? O vento bate suave em sua fronte, as estrelas sorriem para a sua solução. Ele logo procura um espelho para admirar tal ser produtor da resposta ao nada.

 

Desconfiado olha para a criança. Compara-se. Analisa. Será ele somente um curioso? Aproxima, estuda aquele ser. Olhos grandes, mãos pequenas e boca semi-aberta babando no brinquedo. Desconfia do seu comportamento. Pega. Coloca no colo. Com olhos fitados e impiedosos sussurra no ouvido: - Você já sabia a resposta, ne?

 

*Conceito do nada patenteado por Carina. 

Escrito por Suzane Ferreira às 18h10
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Somos todos iguais, mas alguns não são tão iguais como eu!

O mundo caminha para a luta incessante da igualdade. Sendo essa ideológica, física, conceitual e de todos os parâmetros igualitários. Apesar de ser o homem o grande objeto de júri dessa igualdade, não salva os bichos, nuvens, grãos de sojas e os planetas... E lá vai Plutão para os grupos iguais.

 

A desclassificação das coisas, em geral, acaba classificando elas para o outro lado. Ah?! Confuso. A luta pela igualdade racial, sexual, social e outras remete a repressão de novos grupos, gerando mais desigualdades. Incrível como as pessoas ao lutar por uma causa justa, admito, não compreendem isso.

 

Antes de o Nietzsche virar modinha, e só lembrarem o seu lado pseudo-ateu. Disse que existem os supostos grupos detentores do poder e opressores, porque os fracos concederam tal poder para eles. Se eu me sinto igual a todos, qual o motivo de lutar para alguém me aceitar?

 

A maior desigualdade esta dentro de cada um. E não são leis e estatísticas que vão proteger as pessoas dos seus próprios preconceitos. Eles vão afastar e outorgar cada fez mais essa diferença.

 

Ao passar do tempo somente os sociólogos e historiadores para explicar como surgiram essas brigas, hierarquias, grupos... Deve ser porque no fundo, no fundo... Somos todos iguais, mas alguns não são tão iguais como eu!

Escrito por Suzane Ferreira às 19h11
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Enxaqueca, não é dor de cabeça! 

 

Realmente, gloriar-se de certas qualidades ou características não desejáveis é Finzinho de Feira. Não importa! Ignore a todos e com orgulho diga: Eu tenho enxaqueca e não dor de cabeça. Sai pisando firme, segurando a raiva para não afetar ainda mais a dor de cabeça. Ops! A Enxaqueca.

 

Se todos soubessem como você sofreu para adquirir essa... Diferença. Não ficariam pegando no seu pé, ou na cabeça. Diga a eles que foram genes e mais genes acumulados por gerações e gerações para você ser o escolhido, e herdar a fortuna genética da sua família em uma dose acumulada. Ufa!!!

 

Agora sim!! Talvez seus amigos, ou parentes parem de ficar batendo a mão na sua cabeça ou oferecendo aspirinas qualquer. Olhem para você como o detentor de todo o Mal familiar e até mesmo lhe agradeça. Ai! Isso é deprimente.

 

Tanta coisa para herdar... Poderia ser a beleza ou a inteligência... Respira! Lembre-se: Tem certas coisas, que você não escolhe... Uma é a família e outra são as doenças. 

 

Ps: Minha cabeça esta girando... 

Escrito por Suzane Ferreira às 07h37
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