


Prometo, vou estudar para a prova!
Passou uma semana inteira e nada de estudar para a prova. O bom mesmo é um dia antes. Quem nunca formulou listas e mais listas de justificativa do benefício do estudo pré-dia da prova. A matéria fica fresquinha na cabeça, a pressão ajuda entender melhor, não importa qual seja o argumento. Pode fazer promessa para tudo quando é coisa, acaba estudando um dia antes da prova.
Acorda, bem disposto! Olha para o livro e pensa em comer. É café da manha, lanche antes do almoço, milhares de copos d’água... Não para sentado nenhum minuto. Relembra da prova! Bate um friozinho na espinha ao ver o livro abandonado em cima da mesa. Já convencido da necessidade, aproxima do livro, lê a primeira frase... Ops! Hora do almoço.
Come devagar... Procura assunto com quem esta na mesa. Faz de tudo para evitar o encontro com o livro. Brinca com o cachorro, abre a geladeira para pensar, conversa sozinho, inventa coisa nova para fazer. Tudo é válido! O objetivo agora é esquecer a bendita da prova.
Fica louco! Começa a tremer, suar, a ansiedade devora o seu raciocínio. Decide tomar banho. E o livro... Bem esse está por ai! Começa a se coçar todo! Aff! Urticária! Toma outro banho. Eita vidinha mais Finzinho de Feira!! É só pegar o maldito do livro e ler! Entende isso, só que o corpo não obedece.
Há uma luta incessante da mente com o corpo provocando câimbras na consciência. O pior é a nota. Está pendurado na matéria. Não tem jeito! Levanta da mesa, onde já comeu quase toda dispensa. Cria coragem. E com passos firmes enfrenta o livro. Deita na cama... Lê três parágrafos... E pega no sono.
Continua...
Você já sabia a resposta, ne?
Uma criança na maravilhosa idade do “O que é isso?” faz um adulto questionar até mesmo o por quê da cor vermelha do botão desligue de quase todos os controles remotos e outros eletrônicos. Faz com que um adulto repare na forma engraçada dos outros andarem, falarem... Ser.
E quando não são coisas, objeto de dúvida!! Aquele ser tão pequeno, já esta tentando traçar diálogos sobre algo além do físico. O que é infinito? O que é tudo? O que é Nada? E lá vai o aliviador de questionamentos infantis. O infinito é algo bem grande, igual o espaço. O tudo é somar todas as coisas nesse espaço. E o Nada é... é... é o contrário do tudo.
A criança maravilhada sorri. Sente possuir todos os brinquedos do infinito somado com o Nada igual o Tudo. Esta completa. Já o adulto, ainda esta pensando o que é o Nada! Compara com o Zero da prova na época da escola. Os foras de todos os meninos do quarteirão. Uma caixa vazia. O gosto do sanduíche do Mc Donald*. O escuro. O gosto da água. ...
O pensamento, antes somente no nada de coisa alguma, corre, anda e produz um tudo, a qual não leva a lugar nenhum. Não importa, a pergunta do curioso esta sanada e para que ficar questionando o que nem é? O vento bate suave em sua fronte, as estrelas sorriem para a sua solução. Ele logo procura um espelho para admirar tal ser produtor da resposta ao nada.
Desconfiado olha para a criança. Compara-se. Analisa. Será ele somente um curioso? Aproxima, estuda aquele ser. Olhos grandes, mãos pequenas e boca semi-aberta babando no brinquedo. Desconfia do seu comportamento. Pega. Coloca no colo. Com olhos fitados e impiedosos sussurra no ouvido: - Você já sabia a resposta, ne?
*Conceito do nada patenteado por Carina.
O mundo caminha para a luta incessante da igualdade. Sendo essa ideológica, física, conceitual e de todos os parâmetros igualitários. Apesar de ser o homem o grande objeto de júri dessa igualdade, não salva os bichos, nuvens, grãos de sojas e os planetas... E lá vai Plutão para os grupos iguais.
A desclassificação das coisas, em geral, acaba classificando elas para o outro lado. Ah?! Confuso. A luta pela igualdade racial, sexual, social e outras remete a repressão de novos grupos, gerando mais desigualdades. Incrível como as pessoas ao lutar por uma causa justa, admito, não compreendem isso.
Antes de o Nietzsche virar modinha, e só lembrarem o seu lado pseudo-ateu. Disse que existem os supostos grupos detentores do poder e opressores, porque os fracos concederam tal poder para eles. Se eu me sinto igual a todos, qual o motivo de lutar para alguém me aceitar?
A maior desigualdade esta dentro de cada um. E não são leis e estatísticas que vão proteger as pessoas dos seus próprios preconceitos. Eles vão afastar e outorgar cada fez mais essa diferença.
Ao passar do tempo somente os sociólogos e historiadores para explicar como surgiram essas brigas, hierarquias, grupos... Deve ser porque no fundo, no fundo... Somos todos iguais, mas alguns não são tão iguais como eu!
Enxaqueca, não é dor de cabeça!
Realmente, gloriar-se de certas qualidades ou características não desejáveis é Finzinho de Feira. Não importa! Ignore a todos e com orgulho diga: Eu tenho enxaqueca e não dor de cabeça. Sai pisando firme, segurando a raiva para não afetar ainda mais a dor de cabeça. Ops! A Enxaqueca.
Se todos soubessem como você sofreu para adquirir essa... Diferença. Não ficariam pegando no seu pé, ou na cabeça. Diga a eles que foram genes e mais genes acumulados por gerações e gerações para você ser o escolhido, e herdar a fortuna genética da sua família em uma dose acumulada. Ufa!!!
Agora sim!! Talvez seus amigos, ou parentes parem de ficar batendo a mão na sua cabeça ou oferecendo aspirinas qualquer. Olhem para você como o detentor de todo o Mal familiar e até mesmo lhe agradeça. Ai! Isso é deprimente.
Tanta coisa para herdar... Poderia ser a beleza ou a inteligência... Respira! Lembre-se: Tem certas coisas, que você não escolhe... Uma é a família e outra são as doenças.
Ps: Minha cabeça esta girando...